PIB per capita português representa 3/4 do valor desta medida nos países da UE-28

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O Produto Interno Bruto (PIB) per capita português medido através do índice Paridade do Poder de Compra Padrão (PPS) representava em 2012 76% do valor médio deste indicador nos países da UE-28 (UE-28=100). Lisboa é a única região do país que se situa acima da média da União (106). 

O Gráfico 1 discrimina o PIB per capita, medido em PPS para 39 países, os quais estão divididos em cinco grandes grupos. O valor de referência para os dados aqui apresentados é o valor médio deste indicador para os países da UE-28 (UE-28=100). No primeiro grupo (a amarelo) encontram-se os que apresentam para este indicador valores mais elevados, com particular destaque para o Luxemburgo – país no qual o PIB per capita medido em PPS representava, em 2012, 263% no valor médio dos países da UE (ver nota metodológica). Os Estados Unidos integram também este grupo, com um resultado 52% acima do apurado para os países da UE.

Portugal integra o grupo de países cujo resultado para este indicador varia entre 75-100% do valor de referência. Com um PIB per capita (medido em PPS) de 76%, Portugal, a par da Eslováquia, só fica neste grupo à frente da Grécia (75%).

O quarto grupo, excecionando a Bulgária, composto pelos candidatos e aspirantes a integrar a UE, tem valores do índice entre os 29 (Bósnia-Herzegovina) e os 47 (Bulgária) – um resultado sempre inferior a metade do índice UE-28.

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O Gráfico 2 apresenta a evolução do mesmo indicador face à média da UE. Entre 2001 e 2012, é patente o efeito da crise nos valores verificados nos últimos três anos do período em Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.

No caso Irlandês, após um período de aumento sustentado do indicador dá-se uma inversão da tendência a partir de 2008. Contudo, é de referir que o PIB per capita situou-se sempre acima dos demais países analisados no gráfico 2, mas também da própria UE.

Espanha, em comparação com Portugal e Grécia, apresentou sempre um posicionamento relativo melhor em relação ao PIB médio europeu. Após uma tendência de diminuição do indicador que começa em 2008, e que se agrava em 2010 (descida de 4 pontos só num ano), os últimos resultados do PIB espanhol quedaram-se pelos 96% da média da UE.

Portugal foi o país com menor variabilidade do PIB, nem as subidas, nem as descidas do indicador foram muito significativas, e isso mesmo já com a crise a decorrer. Nos últimos dois anos a tendência é de descida – em 2012, Portugal, com um valor de 76%, vê reduzido o seu indicador em 1 e 4 pontos, em relação a 2011, e 2010 respetivamente.

Na Grécia, o impacto da recessão no produto começa em 2010, e vai consecutivamente se agravando até 2012 onde, com um valor do PIB de 75% torna-se dos quatro países aquele com pior resultado. Entre 2009 e 2012, o indicador desce 19 pontos, enquanto Espanha desce 7 pontos e Portugal 4 pontos.

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A única região NUTS II portuguesa que apresentava em 2012 um PIB per capita superior à média da UE-28 era Lisboa (6% superior), enquanto o resultado alcançado pela Região Autónoma da Madeira coloca-a muito próxima dessa média. Como se pode observar no Gráfico 3, a região Norte é a que mais se distancia do resultado médio deste indicador para os países da UE.

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Os dados do Quadro 1 têm como valor de referência o PIB per capita em Portugal (Portugal=100), não havendo portanto necessidade de utilizar mecanismos de harmonização de níveis de preços (como acontece quando se promovem comparações internacionais assentes em indicadores de riqueza/económicos).

O PIB per capita na região de Lisboa era em 2012 o mais elevado do país: 39% acima da média nacional. O Algarve e, de forma mais vincada, a Região Autónoma da Madeira, situavam-se também acima desse valor médio. O PIB per capita da região Norte e Centro é o mais baixo do país, reapresentando apenas 80% da média nacional.

A observação do Quadro 1 permite verificar que a região do Algarve registou a queda mais significativa do valor deste indicador entre 1995 e 2012 (de 110% para 102%). Tendência inversa é a que se registou nas regiões autónomas, sobretudo na Madeira: enquanto em 1995 o seu PIB per capita representava apenas 85% da média nacional, em 2012 situava-se já 25% acima deste valor de referência. Nas restantes regiões NUTS II os resultados são mais ou menos estáveis ao longo de todo o período.

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Nota Metodológica: O elevado valor do PIB per capita do Luxemburgo é parcialmente explicado pelo facto de muitos dos seus trabalhadores não residirem no país. Embora contribuam para o PIB luxemburguês, estes trabalhadores não são contabilizados como fazendo parte da população residente do país, a qual é utilizada para calcular o PIB per capita.