Coeficiente de Gini: Valor do coeficiente reduz para Portugal, Grécia e Espanha em 2014

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Em 2014, as desigualdades de rendimento, medidas pelo coeficiente de Gini, reduziram para Portugal, Grécia e Espanha. Entre o grupo de países mais desiguais da Europa encontram-se agora os países do Báltico e dos Balcãs. 

No conjunto dos países europeus aqui considerados (Figura 1), a Sérvia regista o valor mais elevado do coeficiente de Gini (38,2%) e, na situação oposta, a Islândia o menor valor (23,6%) – uma diferença de 14,6 pontos percentuais entre ambos. Na Europa dos 28, no grupo de países mais desiguais, encontram-se a Lituânia (37,9%), a Roménia (37,4%) e a Bulgária (37%), e no grupo de países com menores desigualdades, destaque para a Eslovénia (24,5%) e República Checa (25,1%). Refira-se, igualmente, a subida do coeficiente de Gini entre 2013 e 2014 para a Islândia (mais 0,9 p.p.), Reino Unido (mais 0,8 p.p.) e Noruega (mais 0,4 p.p.).

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A Figura 2 retrata a evolução do coeficiente de Gini em Portugal e na União Europeia (UE-15 e UE-27). Em Portugal, entre 2003 e 2009, o Gini reduziu 4,1 p.p. (37,8% para 33,7%). Após este período, as desigualdades aumentaram, entre 2009 e 2013, de 33,7% para 34,5% (mais 0,8 pontos percentuais). Os dados mais recentes disponibilizados pelo Eurostat apontam para uma ligeira diminuição do indicador em 0,5 pontos percentuais, fixando-se agora nos 34%.

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Na Figura 3, compara-se esta medida de desigualdade também para Grécia e Espanha. Desde o início da década, os três países do Sul estão a convergir nos seus níveis de desigualdade. Após um período de subida das desigualdades de rendimento, os últimos dados referentes a Espanha e Grécia mostram sinais de uma ligeira diminuição deste indicador: a Grécia desce de 34,5 para 34,2% (menos 0,3 p.p.), e Espanha de 34,7 para 34,6% (menos 0,1 p.p.). Tendo como referência este período, é também a primeira vez que Portugal apresenta um valor mais baixo de desigualdade que os restantes países. 

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Na Figura 4 apresenta-se a evolução do Gini para outro conjunto de países muito desiguais da UE-28: Bulgária, Estónia, Chipre, Letónia, Lituânia e Roménia. Embora ainda não estejam disponíveis dados de 2014 para Estónia e Chipre, constata-se que para três dos quatro países onde já existe essa informação, as desigualdades tiveram um aumento significativo: Bulgária (de 35,4 para 37%, mais 1,6 p.p.), Roménia (de 34,7 para 37,4%, mais 2,7 p.p.) e Lituânia (de 35 para 37,9%, mais 2,9 p.p.). Destaque para a evolução das desigualdades de rendimento no caso lituano – entre 2011 e 2014, o Gini subiu de 32% para 37,9% (mais 5,9 pontos percentuais).

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Atualizado por: Ana Rita Matias