Em Portugal, as mulheres ganham, em média, cerca de menos 18% que os homens

Publicado em Atualizado em

A disparidade salarial entre homens e mulheres (Gender Pay Gap) na União Europeia a 28 registava em 2015 o valor de 16,3% – o que significa que as mulheres ganharam, em média, menos 84 cêntimos por cada 1 euro ganho por um homem (Eurostat,  Do women still earn less than men?).

Na medição das desigualdades salariais, o Eurostat calcula a diferença de ganhos de género não ajustada (unadjusted Gender Pay Gap (GPG)).

Na Figura 1 apresenta-se os valores de Gender Pay Gap nos estados-membros da EU-28, em 2015, 2010, 2007. As desigualdades salariais entre homens e mulheres diminuíram para a maioria dos países da União. Entre 2007 e 2015, as maiores descidas encontram-se na Lituânia (de 22,6% para 14,2%) e no Chipre (de 22% para 14%), ambos com menos 8 p.p., e na Polónia (de 14,9% para 7,7%, menos 7,2 p.p.).

Em 2015, os países europeus onde existiam as maiores desigualdades eram na Estónia (26,9%), na Rep. Checa (22,5%) e na Alemanha (22%) e onde estas eram as mais baixas, na Itália e Luxemburgo (ambos com 5,5%) e na Roménia (5,8%).

Portugal, além de pertencer ao grupo de países com as maiores desigualdades salariais, entre 2007 e 2015, foi o país da Europa que mais aumentou o seu Gender Pay Gap: mais 9,3 pontos percentuais (de 8,5% para 17,8%) – mais 5 pontos percentuais por comparação a 2010 (de 12,8% para 17,8%).

Na Figura 2, apresenta-se a evolução das desigualdades salariais em Portugal e na UE27, entre 2006 e 2015. O comportamento do indicador para a média Europeia tem sido relativamente estável, registando nos últimos quatro anos uma tendência de diminuição (menos 0,9 pontos percentuais, de 17,3% para 16,4%). Se no caso da UE27, o ano de 2015 assinala o valor mais baixo de Gender Pay Gap de toda a série temporal em análise, o oposto sucedeu no caso português: em 2015, atinge-se o pico da desigualdade salarial entre homens e mulheres, ultrapassando inclusive a média europeia pela primeira vez. Entre 2014 e 2015, o indicador aumentou 2,9 pontos percentuais.

Atualizado por: Ana Rita Matias