Utilização de internet: em Portugal mais de metade da população teve acesso à internet em 2016

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Desde 2009, o uso da internet pela população portuguesa tem vindo a aumentar. No entanto, Portugal ainda se posiciona entre os países com os menores níveis de utilização da União Europeia. Na UE-28 verifica-se maior frequência na utilização da internet entre a população mais jovem e com maiores níveis de escolaridade.

O Quadro 1. mostra a evolução do uso diário de internet pela população portuguesa, entre 2009 e 2016, segundo o sexo, idade e nível de escolaridade.  Entre 2009 e 2016, a taxa de utilização diária da internet em Portugal passou a ser quase o dobro: enquanto que em 2009 só um terço da população (33%), entre os 16 e 74 anos usava a internet, em 2016 mais da metade da população (60%) era utilizador.

As mulheres usam a internet menos do que os homens, apesar de esta diferença de género ter vindo a diminuir nos últimos anos: a utilização de internet dos homens por comparação com as mulheres variou entre 6,0 e 9,0 pontos percentuais, entre 2009 e 2015. Contudo, entre 2015 e 2016 a diferença decresceu de 7,0p.p. para 4,0 p.p..

No que concerne à idade, o escalão etário dos 65-74 anos embora continue a ser onde se regista os menores níveis de uso da internet (20%), viu a sua utilização diária subir cinco vezes mais quando comparado com o valor registado em 2009 (4%). 

A população entre os 55 e 64 anos mostra um aumento de mais do dobro, passando de 14% para 36% durante estos sete anos (mais 22 p.p.). No entanto, ainda há uma grande diferença entre os usuários mais novos e os mais velhos: nos grupos etários de 16-24 e 25-34 apresentam-se percentagens de utilização de 95% e 89% respetivamente, percentagens que também aumentaram entre 2009 e 2016.

Nos indivíduos com níveis de escolaridade mais elevados, a utilização diária de internet é de 93%, comparada com 85% da população que completou o ensino secundário. É na população com menores níveis de escolaridade onde a utilização da internet é menor, contudo, entre 2009 e 2016 a taxa subiu 22 pontos percentuais (de 18% para 39%, respetivamente).

As tendências identificadas no Quadro 1 continuam na utilização semanal da internet (Quadro 2). Entre 2009 e 2016, o acesso à internet sobe em todas as categorias, resultando numa taxa quase total de utilização no escalão mais jovem (99%) e nos indivíduos com ensino superior (97%). Em 2016, permanecem ainda diferenças entre escalões etários (apenas 26% dos indivíduos com 65-74 anos e 44% com 55-64 anos, usavam a internet semanalmente) e entre níveis de escolaridade (menos de metade dos indivíduos com o ensino básico usava semanalmente a internet face aos 94% daqueles com ensino secundário e 97% com o ensino superior). 

Comparando a utilização diária da internet nos países da UE-28 e Noruega, Macedónia e Turquia, segundo os níveis de escolaridade (Quadro 3), verifica-se que Luxemburgo e Noruega têm os valores mais altos no total de utilização de internet, 93% e 92% respetivamente, com ligeiras diferenças entre os níveis de escolaridade. Por outro lado, Bulgária, Turquia e Roménia apresentam os valores mais baixos e maiores desigualdades quanto ao nível de escolaridade. Na Turquia 31% da população com ensino básico utiliza a internet diariamente por comparação com 91% que detêm ensino superior, sendo assim dos países onde o efeito da escolaridade na utilização da internet se torna mais evidente. No entanto, o país mais desigual nesta matéria é a Croácia, tendo uma diferença de 68 pontos percentuais (de 24% para 92%) entre a população com menor e maior nível de escolaridade.


A Figura 1. revela que, em média, 79% dos europeus usaram em 2016 a internet pelo menos uma vez por semana. Entre outros, destaque-se como estando abaixo da média europeia, países como Portugal (68%), Itália (67%) e Grécia (66%). Os países com os valores mais baixos de utilização semanal de internet são Bulgária (58%), Roménia (56%) e Turquia (55%); e com os valores mais elevados, Luxemburgo (97%), Noruega (96%) e Dinamarca (94%). 

 

Nota Metodológica: Os dados aqui apresentados dizem respeito à utilização de internet nos três meses anteriores à aplicação do inquérito.


Atualizado por: Andrea Oceguera Farías