Abandono precoce de educação e formação

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Valor deste indicador em Portugal diminuiu fortemente nas últimas décadas. O país apresenta, ainda assim, uma  taxa de abandono de educação e formação um pouco acima da apurada no contexto da UE28.

A taxa de abandono precoce de educação e formação refere-se à proporção da “população residente com idade entre 18 e 24 anos, com nível de escolaridade completo até ao 3.º ciclo do ensino básico, que não recebeu nenhum tipo de educação (formal ou não formal) no período de referência” (INE).

Em Portugal, o valor desta taxa era, ano de 2017, de 12,6%, uma das mais altas entre os países em causa no Quadro 1 – embora apenas 2 p.p. acima do apurado em termos médios para os países da UE28. Em Malta, em Espanha e na Roménia, o valor deste indicador situou-se acima dos 18%, enquanto na Croácia era de apenas 3%. A taxa de abandono precoce de educação e formação é superior na população masculina do que entre as mulheres em quase todos os países europeus analisados (tal não se verifica somente em quatro países do leste europeu). Em Portugal essa diferença é de 5,6 p.p e na Islândia de 9,8 p.p..

Abandono precoce educação e formação_Quadro 1

A Figura 1 permite observar a evolução deste indicador em Portugal e na UE28 entre 2002 e 2017. Se naquele primeiro ano existia um hiato muito considerável entre o valor apurado para Portugal face ao observado naquele conjunto de países (28 p.p.), em 2017 essa diferença diminuiu para 2 p.p.. No período analisado este indicador decaiu 32,4 p.p. em Portugal. Verificou-se, portanto, no arco de tempo em causa uma clara convergência entre Portugal e os países da UE28. Para se ter uma ideia ainda mais abrangente acerca da evolução deste indicador em Portugal, veja-se que, em 1992, metade da população residente com idade entre os 18 e os 24 anos, que tinha um nível de escolaridade até ao 3.º ciclo do ensino básico, não se encontrava a receber qualquer tipo de educação.

Abandono precoce educação e formação_Figura 1

Ver dados em Excel: Abandono precoce de educação e formação

Atualizado por Frederico Cantante