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“Teoria social da austeridade: para uma crítica do processo de precarização”, Renato Miguel do Carmo e André Barata

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Resumo: O objetivo central deste artigo é desenvolver uma interpretação e uma compreensão do fenómeno político-social da austeridade nas suas relações com a instauração de um regime social de existência precária que se abateu, a partir de 2008, sobre Portugal e alguns países da Europa. Deste propósito resultam outros dois objetivos parcelares: por um lado, pretende-se caracterizar este processo como um regime social da precariedade nas suas condições existenciais mais estruturais, designadamente nas suas estruturas espaciotemporais; por outro, identificar os meios político-económicos pelos quais essas condições foram sendo instauradas, a partir de uma modificação profunda da vida social das populações. Analisar-se-ão as formas de desinstitucionalização decorrentes da implementação dos programas de austeridade e o seu impacto num conjunto de esferas sociais: na depreciação e desvalorização da atividade do trabalho, na incerteza da vivência espaciotemporal, no exercício da racionalidade no contexto da ação humana. Por fim, mostra-se como posicionamentos políticos de oposição à austeridade tendem a fundar a sua ação política subvertendo as condições espaciotemporais que a austeridade procura impor.

Consultar artigo: Carmo, Renato Miguel do, e André Barata (2017), “Teoria social da austeridade: para uma crítica do processo de precarização”, Revista do Serviço Público,  v. 68, n. 2, p. 319-341

Níveis de escolaridade crescem pelo menos tão rapidamente quanto a população em idade escolar

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A UNESCO lançou em 2012 o World Atlas of Gender Equality in Education, o relatório apresenta os percursos educativos de crianças em temas como o acesso, participação e progresso em educação pré-escolar, primaria, secundaria e ensino superior. Os dados da UNESCO Institute of Statistics, apresentam-se desagregados por sexo, e colocam especial ênfase em indicadores de género para ilustrar as desigualdades e mudanças observadas desde 1970. Vai-se tomar em conta também fatores como: a riqueza nacional, a localização geográfica, o investimento na educação e as áreas de ensino.

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“The social structure of european inequality: a multidimensional perspective”, Rosário Mauritti, Susana da Cruz Martins, Nuno Nunes, Ana Lúcia Romão, António Firmino da Costa

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Abstract: The aim of this article is to present some contributions to the understanding of social inequality in Europe today. We analyse the distributional inequalities of economic and educational resources as well as the categorical inequalities between nation states and between social classes. The source of the empirical data was the European Social Survey 2012. We were able to calculate European income deciles, build a matrix of class-country segments, and analyse the intersections of this structural matrix with the distributions of income and schooling. The results reveal high degrees of distributional inequality in Europe. They also show the structural configurations assumed in Europe by the intersection of distributive and categorical inequalities.

Consultar artigo: Mauritti, Rosário, Susana da Cruz Martins, Nuno Nunes, Ana Lúcia Romão, António Firmino da Costa (2016), “The social structure of european inequality: a multidimensional perspective”, in Sociologia Problemas e Práticas, Nº 81, pp. 75-93. DOI: http://dx.doi.org/10.7458/SPP2016818798

[Novo OD Working Paper] Desigualdades ocupacionais na dimensão relacional do trabalho, da autoria de Margarida M. Barroso

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Encontra-se já disponível online o novo Observatório das Desigualdades e-Working Paper
OD e-WP N.º 1/2016 | ISSN: 2183-4199
Desigualdades ocupacionais na dimensão relacional do trabalho, da autoria de Margarida M. Barroso

Resumo: Neste artigo, analisamos o efeito da variável ocupação na dimensão relacional do trabalho. Com base em dados do Inquérito Europeu às Condições de Trabalho, propomos uma análise exploratória que permita alargar a discussão sobre as desigualdades ocupacionais às esferas não materiais do trabalho, mais concretamente, às relações de apoio e cooperação que se estabelecem no exercício da atividade profissional. Discutimos, também, o possível efeito que a insegurança do emprego pode ter no desenvolvimento de relações interpessoais estáveis e cooperativas no trabalho.

Pode consultá-lo aqui
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“The Persistence of Class Inequality: The Portuguese Labour Force at the Turn of the Millennium”, Renato Miguel Carmo, Margarida Carvalho and Frederico Cantante

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Abstract: The aim of this article is to analyse the structural changes and continuities in Portuguese society over the two decades from 1988-2008. Although modernisation processes have intensified, the country still has a highly polarised social structure. This study included a multiple correspondence analysis and a cluster analysis, using sociological variables collected in a national database that covers all Portuguese companies. Developing this approach made it possible to not only produce different sociological profiles of social and class inequality, but also compare the structural changes in the labour force in these two decades (private sector). The study shows that although the space of social positions was mainly formed by three large socio-professional groups in both 1988 and 2008, their size and social composition changed, reflecting the social and economic trends experienced by Portuguese society in this period.

Consultar artigo: Carmo, Renato Miguel, Margarida Carvalho, Frederico Cantante (2015), “The Persistence of Class Inequality: The Portuguese Labour Force at the Turn of the Millennium”, Sociological Research Online, 20 (4), 16 DOI: 10.5153/sro.3810

“Desigualdades em Tempos de Crise: Vulnerabilidades Habitacionais e Socioeconómicas na Área Metropolitana de Lisboa”, Renato Miguel do Carmo, Rita Cachado e Daniela Ferreira

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Resumo: Este artigo pretende analisar a relação entre as diferentes componentes das desigualdades de recursos, com especial enfoque para as condições de habitabilidade e a autonomia financeira, e o seu impacto nas vulnerabilidades socais, que tendem a agravar-se nos atuais tempos de crise económico-financeira. Através dos dados de um inquérito por questionário, realizado a 1500 residentes na AML, o estudo estabelecerá uma comparação entre diferentes contextos socio-territoriais, tendo como referência uma tipologia utilizada para a estratificação da amostra. Os resultados do estudo identificam as várias dimensões da relação referida e apresentam um modelo estatístico que incorpora as variáveis em análise.

Consultar: Carmo, Renato Miguel do, Rita Cachado e Daniela Ferreira (2015), “Desigualdades em Tempos de Crise: Vulnerabilidades Habitacionais e Socioeconómicas na Área Metropolitana de Lisboa”, in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, nº 40, pp. 6-22.

Países da OCDE mais pobres e desiguais

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A desigualdade de rendimento atingiu o seu valor mais elevado na maioria dos países da OCDE, conclui o mais recente relatório desta organização, In It Together: Why Less Inequality Benefits All (21-05-2015). O coeficiente Gini médio dos países da OCDE a 18 situa-se, em 2012, nos 0,319 – o mais elevado desde que há registo.

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Education at a Glance 2014: OECD Indicators: Pela primeira vez, em 2012, cerca de um em cada três adultos nos países da OCDE atingiu uma qualificação de nível superior

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EduGlance

Por: Patrícia Santos e Pedro Candeias

Os indicadores produzidos pelo Education at a Glance constituem um material importantíssimo para retratar a realidade educativa dos países da OCDE e outros países parceiros (nesta edição: Brasil, Rússia, Argentina, China, Colômbia, Índia, Indonésia, Letónia, Arábia Saudita e África do Sul). Revelam, ainda, a posição de Portugal em várias dimensões em particular, permitindo retirar ilações sobre a equidade do sistema nacional de ensino.

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“Desigualdades, redistribuição e o impacto do desemprego: Tendências recentes e efeitos da crise económico-financeira”, Renato Miguel do Carmo e Frederico Cantante

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Resumo: Este artigo procura realizar uma breve comparação do nível de desigualdade de rendimento em Portugal face ao verificado no universo de países da UE-28. Para além de uma descrição dos indicadores fundamentais, promover-se-á uma caracterização sintética da desigualdade salarial no país. Na segunda parte, a análise recairá sobre o efeito da ação e da capacidade redistributiva do estado português em perspetiva comparada. Na última parte apresentar-se-á uma análise exploratória, tendo como referência os impactos sociais da atual crise económico-financeira sobre a evolução da relação estatística entre o aumento do desemprego e o nível das desigualdades de rendimento nos países europeus. 

Consultar: Carmo, Renato Miguel do, Frederico Cantante (2015), “Desigualdades, redistribuição e o impacto do desemprego: Tendências recentes e efeitos da crise económico-financeira”, in Sociologia, Problema e Práticas, n.º 77, pp.  33-51. doi: 10.7458/SPP2015773311

“Time projections: Youth and precarious employment”, Renato Miguel Carmo, Frederico Cantante and Nuno de Almeida Alves

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Abstract: The European and Portuguese labour markets have undergone significant changes in recent years. The high rates of unemployment have been accompanied by precarious employment – a phenomenon that is affecting younger people most. This article analyses how the future employment prospects of young people with few qualifications and/or on low pay are both represented and projected. By means of a content analysis of 80 interviews with young working people in Portugal, two forms of projecting their professional future were defined: the cumulative and the noncumulative projections. Within the latter category, three subtypes were identified: those of contingency, immobility and rupture. These categories are systematically explained, taking into account the notion of time as a sociological variable.

Consultar: Carmo, Renato Miguel, Frederico Cantante, Nuno de Almeida Alves (2014), “Time projections: Youth and precarious employment”, in Time & Society, p. 21