Educação e formação

Despesa pública em educação

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Valores para Portugal são próximos da média da UE28.

Em Portugal, cerca de 11% da despesa pública total, que tem em conta os vários níveis da administração do Estado, foi canalizada para o setor da educação – um valor ligeiramente acima do registado no conjunto de países da UE28 (utiliza-se o conceito de despesa pública por facilidade expositiva. O Eurostat usa o conceito de government expenditure). Em 2016, a Suíça é o país europeu no qual este tipo de despesa tinha um peso maior no total da despesa pública (16,3%), seguida pela Islândia e pelo Chipre. Os três países do Báltico apresentam para este indicador valores também comparativamente elevados, próximos dos 15%. Vários países da Europa central, nomeadamente a França, a Alemanha e a Áustria, mas também a Itália, a Espanha e a Grécia registam valores abaixo da média da UE. Em relação ao peso das despesa em educação no PIB, destaca-se o valor comparativamente elevado que este indicador assume nos países do norte da Europa: 7,1% na Islândia, 6,9% na Dinamarca, 6,6% na Suécia.

Despesa pública em educação_Quadro 1

A Figura 1 demonstra que, em Portugal, o peso da despesa pública em educação no total da despesa pública tem vindo a decair significativamente no presente milénio: redução de 4,4 p.p entre 2001 e 2016, tendência que se intensificou a partir de 2011. Se em 2001 Portugal apresentava para este indicador um valor bastante superior ao verificado na UE28, em 2016 a diferença é reduzida (os dados relativos a Portugal para período 2014-2016 são estimativas feitas pelo Eurostat).

Despesa pública em educação_Figura 1

A tendência anteriormente mencionada tem equivalência quando se analisa a evolução da despesa pública em educação em % do PIB.  Também neste caso as diferenças entre Portugal e a UE28 foram-se estreitando, principalmente a partir de 2010/2011 (os dados relativos a Portugal para período 2014-2016 são estimativas feitas pelo Eurostat).

Despesa pública em educação_Figura 2

O Quadro 2 permite detalhar a despesa pública em educação na UE28 e em Portugal, em percentagem da despesa pública total e do PIB, por nível de ensino (estes dados não incluem, portanto, outros rubricas da despesa em educação como as despesas não definíveis por nível de ensino ou as que são alocadas a serviços subsidiários ao sector da educação). Não existem diferenças assinaláveis entre os valores apurados para Portugal e para a UE28.

Despesa pública em educação_Quadro 2

 

Ver dados em Excel: Despesa pública em educação

Actualizado por Frederico Cantante

Despesa com o ensino pré-primário em Portugal é fortemente suportada pelas famílias

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Escolaridade dos pais influencia os percursos escolares dos filhos. Leia o resto deste artigo »

Nível de escolaridade

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Apesar dos progressos, Portugal mantém uma posição bastante desfavorável no contexto dos países europeus no que diz respeito ao nível de escolaridade da sua população. Leia o resto deste artigo »

Abandono precoce de educação e formação

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Valor deste indicador em Portugal diminuiu fortemente nas últimas décadas. O país apresenta, ainda assim, uma  taxa de abandono de educação e formação um pouco acima da apurada no contexto da UE28. Leia o resto deste artigo »

School enrolments growing at least as fast as the school-age population

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UNESCO launched in 2012 the World Atlas of Gender Equality in Education, the report presents the pathways in education of girls and boys in aspects such as access, participation and progression in pre-primary, primary, secondary and tertiary education.  The data, from the UNESCO Institute of Statistics, is presented disaggregated by sex, giving special emphasis on gender indicators to illustrate disparities and changes observed since 1970. Some other important factors taken in consideration are: national wealth, geographic location, investment in education, and fields of study.

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Níveis de escolaridade crescem pelo menos tão rapidamente quanto a população em idade escolar

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A UNESCO lançou em 2012 o World Atlas of Gender Equality in Education, o relatório apresenta os percursos educativos de crianças em temas como o acesso, participação e progresso em educação pré-escolar, primaria, secundaria e ensino superior. Os dados da UNESCO Institute of Statistics, apresentam-se desagregados por sexo, e colocam especial ênfase em indicadores de género para ilustrar as desigualdades e mudanças observadas desde 1970. Vai-se tomar em conta também fatores como: a riqueza nacional, a localização geográfica, o investimento na educação e as áreas de ensino.

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Raparigas em idade escolar correspondente ao 1º e 2º ciclo continuam em desvantagem, a situação inversa acontece com os rapazes do 3º ciclo

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eAtlas.

A UNESCO lançou em 2012 o relatório “World Atlas of Gender Equality in Education”. Informação atualizada para 2016 é disponibilizada no eAtlas of Gender Equality and Education” , o qual apresenta dados sobre a evolução segundo níveis de educação desagregados, por sexo, ao longo dos anos. A informação é recolhida pelo Instituto de Estatística da UNESCO (UIS) em pareceria com a OCDE e o Eurostat.

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Abandono precoce de educação e formação: Queda abrupta do indicador tende a convergir com média europeia

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figura1

Portugal registou em 2015 uma queda de 3,7 pontos percentuais face ao ano anterior

O abandono de educação e formação é um dos indicadores que melhor expressa as desigualdades educacionais entre países. A unidade de análise é uma percentagem da população com idade entre os 18-24 anos que concluiu no máximo a escolaridade básica e não está a estudar ou a receber formação.

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Education at a Glance 2014: OECD Indicators: Pela primeira vez, em 2012, cerca de um em cada três adultos nos países da OCDE atingiu uma qualificação de nível superior

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EduGlance

Por: Patrícia Santos e Pedro Candeias

Os indicadores produzidos pelo Education at a Glance constituem um material importantíssimo para retratar a realidade educativa dos países da OCDE e outros países parceiros (nesta edição: Brasil, Rússia, Argentina, China, Colômbia, Índia, Indonésia, Letónia, Arábia Saudita e África do Sul). Revelam, ainda, a posição de Portugal em várias dimensões em particular, permitindo retirar ilações sobre a equidade do sistema nacional de ensino.

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Recensão “Desigualdades no Sistema Educativo: percursos, transições e contextos” de Ana Matias Diogo e Fernando Diogo (org.)

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Recensão por: Patrícia Santos

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Diogo, Ana Matias, Fernando Diogo (2013), Desigualdades no Sistema Educativo: percursos, transições e contextos, Lisboa, Editora Mundos Sociais.

Esta coletânea de sete artigos produzida no âmbito de um colóquio realizado em 2009 por iniciativa do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores e do Observatório das Desigualdades tem um objetivo claro: convocar-nos para o debate sobre as desigualdades no sistema educativo no sentido de consolidar o conhecimento sobre este domínio e, com fim último, repensar de um modo crítico o seu funcionamento.

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