Saúde

Despesa pública em saúde

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Posição de Portugal ao nível da despesa em saúde abaixo da média da UE.

 

O peso da despesa pública na área da saúde em relação ao total da despesa pública (“Government expenditure on health”) em Portugal era, no ano de 2016, cerca de dois p.p. mais baixa em comparação com o valor apurado para os países da UE28: 13,2% para 15,3%. O valor deste indicador na Irlanda, na República Checa  e no Reino Unido ultrapassa os 18% (19,2% no caso da Irlanda). A Suíça é o país que regista um nível de despesa mais baixo – mas é necessário ter em consideração que este indicador diz apenas respeito à despesa pública, excluindo, portanto, as despesas feitas pelas famílias ou pelas empresas. Quanto à despesa pública em saúde em percentagem do PIB, o valor de Portugal fica também aquém da média da UE28 (os valores relativos a Portugal dos dois indicadores em causa são estimativas do Eurostat).

 

Despesa pública em saúde_Quadro 1

Enquanto a proporção da despesa pública em saúde no total da despesa pública tem vindo a aumentar a um ritmo lento, mas consistente, nos países da UE28, em Portugal essa tendência findou a partir de 2009: entre este ano e 2014, o indicador em causa diminuiu 3,8 p.p.. Nos dois anos seguintes assistiu-se a algum aumento do peso da despesa em saúde, mas para valores ainda distantes dos que existiam antes da crise económica e financeira. A Figura 1 permite, aliás, observar que até 2009 Portugal apresentava para este indicador valores acima da média da UE, tendo essa relação conhecido uma inversão a partir daí.

Despesa pública em saúde_Figura 1

Em relação ao peso da despesa em saúde em proporção do PIB, ocorreu também uma diminuição bastante vincada do valor deste indicador em Portugal. Neste caso, o decréscimo iniciado após 2009 sucedeu-se até ao último período para o qual há informação disponível. Desde 2011 que o valor deste indicador passou a ser mais baixo em Portugal do que no conjunto dos países da UE28.

Despesa pública em saúde_Figura 2

 

Ver dados em Excel: despesa pública em saúde

Atualizado por Frederico Cantante

 

 

A mobilidade social é menor nas sociedades mais desiguais

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Condicionamento dos trajetos sociais e económicos produz-se a partir da base e do topo da estrutura social. Reprodução socioeconómica é elevada em Portugal. Conclusões de um estudo da OCDE. Leia o resto deste artigo »

Mortalidade infantil

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Portugal entre os países que registam valores mais positivos. Leia o resto deste artigo »

Esperança de vida à nascença

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Esperança de vida em Portugal situa-se acima dos 80 anos, um valor comparativamente elevado no contexto internacional. Leia o resto deste artigo »

Saúde e Doença: (re)produção de geografias injustas, por Joana Vieira

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Por: Joana Vieira[1]

CharlottePassot

“Estarmos bem adaptados a uma sociedade profundamente doente não é nenhum indicador de saúde.”
Krishnamurti

O objetivo deste artigo é analisar as desigualdades na saúde na sua pluralidade e multidimensionalidade, tendo em conta o seu carácter global, através de uma análise comparativa entre seis países – EUA, Japão, Cuba, China, Brasil, Suécia e Portugal – relativamente aos indicadores de saúde da população presentes no Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH, 2014) – o Rendimento Nacional Bruto per capita (RDH, 2014), as desigualdades de rendimento interno segundo o Coeficiente de Gini (World Bank, 2010-2013) e a despesa em saúde pública e privada, % do PIB (Word Bank, 2015). Os indicadores de saúde analisados são a esperança média de vida à nascença, a taxa de mortalidade infantil (por mil nados-vivos), o número de médicos (por mil pessoas) e a cobertura pré-natal (%)

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Desigualdades Sociais 2010. Estudos e Indicadores, por Renato Miguel do Carmo (org.)

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Recensão por: Tiago Carvalho

livro od 2010

Carmo, Renato Miguel do (org.) (2010), Desigualdades Sociais 2010. Estudos e Indicadores, Lisboa, Editora Mundos Sociais.

Produzido no âmbito do Observatório das Desigualdades, este livro tem como objectivos coligir o trabalho aí desenvolvido, disponibilizá-lo a um público não necessariamente académico e produzir uma reflexão sobre este fenómeno. Divide-se em duas partes: a primeira remete para a análise da situação portuguesa numa perspectiva comparada; na segunda os quinze ensaios examinam esta problemática sob diferentes ângulos.

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“The Spirit Level”, de Richard Wilkinson e Kate Pickett

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Recensão por: Renato Miguel do Carmo

spirit level

Wilkinson,  Richard e Pickett, Kate (2009), The Spirit Level. Why More Equal Societies Almost Always do Better, Londres, Allen Lane/Penguin Books.

The Spirit Level é um livro assumidamente polémico que tem tido algum impacto no espaço público e mediático (principalmente, no Reino Unido).

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